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Thais de Caroline

Exijo toda doçura que me foi negada   

    A artista Thaís de Caroline é uma figura frágil e de comportamento tímido, mas que se agiganta quando nos deparamos com sua obra, a começar pelo título escolhido para a mostra, que deixa bem clara a força do seu caráter.

    Com um magnífico conjunto de obras, de cunho abertamente confessional, expõe suas fraquezas para nos impressionar com sua determinação e seu talento. Acometida de síndrome maníaco-depressiva, transfigura- se através da arte em testemunha de si mesma, refletindo e analisando os efeitos da doença sobre o seu ser de forma sensível, poética e pungente. Impossível não se emocionar.

    A exposição é composta por seis séries de trabalhos, a maioria produzida em 2019, sendo apenas uma série produzida em 2016, período em que ainda cursa Bacharelado em Artes Visuais. Destas séries, quatro são feitas com três pinturas cada, uma série composta de assemblages e outra de fotografias, a última possui cinco pinturas produzidos em giz pastel seco. Com títulos cuidadosamente escolhidos, tanto para nomear as séries  quanto  cada  obra  individualmente,  a  associação  entre  os  mesmos  e  as  imagens  nos  transporta inapelavelmente para o mundo da artista, perante o qual, surpreendentemente não nos sentimos tomados pela compaixão, mas sim fortalecidos pelo seu exemplo e sensibilizados pela delicadeza das suas obras.

    A força que emana do seu trabalho artístico não reside, definitivamente, na exposição do seu sofrimento, mas na sublimação do mesmo em pura poesia, expresso com perfeição no título da segunda série "Não sabia que  esta  dor  tinha  nome",  pois  ao  conhecê-la  pelo  nome  encontrou  os  meios  para  transcendê-la  com  seu talento artístico que se manifesta através de diferentes linguagens, todas articuladas com enorme maestria, gerando um conjunto diverso nos materiais empregados, porém com um forte senso de conjunto e estilo.

    Formada   há   pouco   tempo   no   Curso   de   Artes   Visuais   da   FAAC-UNESP-Bauru,   na   habilitação Bacharelado,  já  se  posiciona  como  artista  madura,  em  busca  do  seu  espaço,  que  certamente  não  lhe  será negado como o foi à doçura, conforme fez questão de frisar no título dessa exposição, ciente de que toda conquista implica em árdua luta. - Prof. Dr. José Marcos Romão da Silva

Exposição submetida ao edital 2019 realizada nos dias 02 a 13/09.

Exijo toda doçura que me foi negada, abertura da exposição
Exijo toda doçura que me foi negada, abertura da exposição
Exijo toda doçura que me foi negada, abertura da exposição
Exijo toda doçura que me foi negada, abertura da exposição
Exijo toda doçura que me foi negada, abertura da exposição
Série "Angústias", giz pastel seco sob canson, 2019.
Série "Sou movida pelos meus sentimento não pelas minhas ideias", óleo sob tela, 2016.
Série "Problemas abstratos demais para serem entendidos", obra "Essa dor não rasga, dilacera", Acríl
Série "Registros", obra "Notas para mim mesma", Notas de papel em Isopor, 2019 e obra "Para todos qu
Série "Registros", obra "Todos os Remédios que já tomei", Variada, caixas de remédios, bulas, cartel
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